On a Monday morning,
holding my coffee, nicely brewed
I look through my window, quickly,
and feel the gentle touch coming from my drink, warming
– making all anew.
Suddenly, it comes to thought:
”What if today is final?
”What if this is just a play?”
”Will I be satisfied with my coffee?”
”Will this be the best part of my day?”
These thoughts, surprisingly, vanish.
Just like the taste of the coffee in my mouth
flowing to the sides and sliding down in joy,
sending the fulfilling affirmation to my brain: all is well.
The mind goes and dwells somewhere else,
and so does the coffee
but,
there, in the slightest conceptions that we keep within
about coffee, about brewing, tastes, life and satisfaction
there, right there, there is truth.
That is why we drink it.

We drink the Truth – Ticiele de Camargo, 15th Nov, 2021. London.

Balkan coffee, BOSNIA-HERZEGOVINA. Sept 2021

Deveria ser um crime trazer danos aos poetas

Ou talvez, um grande favor,

Assim continuam a prender em linhas

Aqueles que buscam por liberdade.

Deveria ser um crime fazer os poetas chorarem

Ou talvez, um grande favor,

Assim continuam a salgar suas almas

Junto aos gritos de lá-crime-mas.

Deveria ser um crime confiar em poetas

Ou talvez, um grande favor,

Assim continuam a duvidar dos pequenos gestos diante de grandes ruínas trazendo dor.

Deveria ser um crime ouvir os poetas,

Ou talvez, um grande favor

À humanidade,

Assim aprenderiam os bons sobre

o intolerável peso que a insensibilidade tem

Ao brincar com a felicidade

Numa gangorra chamada Amor.

Deveria ser um crime acreditar nos poetas,

Ou talvez, um grande favor,

Pois poetas visitam sentimentos aprisionados

Em contratempos irreversíveis.

E os questionam os porquês;

devastar sentimentos, é o pior crime de todos – e os poetas sabem – nenhum réu merece o céu diante disso.

Ticiele de Camargo ©️ July 2021.

A wall and gates leading to a view. Behind the gates: a view of hope composed in greenery bushes and blue skies.

Quando a paz aparecer

de forma singular e inesperada, no dia a dia,

E em perfeita sincronia

Te fizer refletir,

diante dessa ansiedade imperfeita que carrega, dessa agonia – dentro de ti,

Quando ela, a paz-recer,

Por gentileza:

Feche os olhos

E a convide para ficar.

Ela, em sua gentil grandeza e humildade,

Mudará o rumo da ansiedade nos tapas.

E quando essa aparecer, ou quiser voltar,

Verá que essa tal de habitação já não é mais a sua casa.

Little they knew about peace until the day they saw, its wings, from high above, flapping over the sorrow of their gentle hearts.

Ticiele de Camargo ©️ 2021.

Olhou no profundo desse verde e

Agarrou-se no frescor das boas novas.

Sentiu algo profundamente pacífico.

E entendeu que, aqueles que pouco almejam as coisas desse mundo,

são os que conhecem o Pai intimamente.

Ticiele de Camargo ©️ 2021.

Wide angle green deep woods.

É entendível que os cervos pastem.
E é necessário que paz-temos.

Ambos fazem sentido.
Porém, ambos não se pertencem.

Mas existem à poeta.
E existem às lentes atentas;
Aos corações ávidos, paz-tá…

Tc ©️ 2021.

Deers in the green fields of Richmond Park.

As ondas

Que levam, trazem e levam

Pra longe

Sedimentos

de vida,

sentimentos

Em excesso.

E perto, ficam

pregadas na pele

como gotas salgadas

de uma falta que o

excesso trouxe.

As ondas

Que levam, trazem e

ora, levam novamente

sem querer pausar.

Levam

Pra longe

também os sentidos

da vida,

sentidos

Em excesso.

E longe, b e m l o n g e,

se vão.

Essas ondas quais

agitaram o barco

o levando à deriva

Levando-o b e m

D i s t a n t e

Provando sua força e vontade,

Também provou aqueles

que no barco estavam.

Dessas gotas salgadas,

apenas resta o que

Hoje, pude ver:

quem fica

quem vai;

quem r e a l m e n t e

é quem.

Ticiele de Camargo ©️ 2021

Enquanto escrevo essas linhas

Frente a minha xícara de café

Vejo nos dias passados

Como a vida era e como hoje é

Tudo mudou em tão pouco tempo!

Então me pergunto: Como vivem os sábios nesse momento?

Como seguem a vida nesse novo tempo?

Há muito a se questionar e muito pouco a se perceber.

E o tempo em nossas mãos é o nosso maior bem.

Tempo para rir, tempo para abraçar, seja esse virtualmente, é bendita a arte de amar.

Tempo para agradecer, tempo para valorizar, do nosso patrimônio mais precioso, a vida, desfrutar.

Tempo para chorar com os que choram, tempo para celebrar com os que celebram.

Tempo para levantar o caído e tempo para dar baixa ao tédio.

Tempo para fazer planos e tempo para cancelar também.

Tempo para distinguir o que são planos, o que são sonhos e o que a nós realmente convém.

Tempo para partir o pão e tempo para acumular fé.

Tempo ao nosso coração e todas suas ansiedades, tempo para lança-las ao poder Divino e sossegar em nossa fragilidade.

Tempo para ter tempo.

Tempo para mudar.

Assim como as estações em toda a sua sintonia ímpar.

Tempo para respeitar o que é distinto mas não abrir mão dos nossos princípios.

Tempo para falar de amor e pratica-lo diante ao caos. Tempo para ensinar através de atitudes e não escrever em jornais.

Tempo para ter tempo.

Tempo para diferenciar o tempo assim como sábios fazem.

Tempo para perdoar o sofrimento, assim como os grandes agem.

Tempo para ser paciente mas não de hospitais.

Tempo para ser gente mais que em credenciais.

Tempo para ser gentil como o tempo é conosco.

Tempo para ter tempo…

Para mais xícaras de café como essa!

Ticiele de Camargo ©️ 2020

Autumn leaves and an old car in the back
Tempo by Ticiele de Camargo

Em tempos de incertezas no mundo, assegurem-se no amor. Em tempos de egoísmo, soberba e competição, invistam no amor. Em tempos de descaso, ignorância e irresponsabilidade diante de um inimigo forte e invisível, revistam-se de amor. Pois no final das contas, nós nunca fomos bons sem amar.

Nunca fomos bons sem amar.

Nunca fomos buenos sin amar.

We were never good without loving.

Ticiele de Camargo©️ 20/03/2020.

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